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domingo, 29 de janeiro de 2012

Método de Monge - segunda metade do século XVIII


Monge define Geometria Descritiva como “(…) «… a arte de representar sobre o papel de desenho, apenas com duas dimensões, os objectos que têm três, e são susceptíveis duma definição rigorosa…»; assim, enquanto a grande preocupação renascentista consistia justamente em romper a bidimensionalidade, introduzindo a ilusão da terceira dimensão, Monge procura reduzir de novo todas as formas, por decomposição geométrica, a duas dimensões. 
A substituição da perspectiva, que mostra, pela descritiva, que analisa, tornará esta, e ainda nas suas palavras, numa «… espécie de linguagem necessária a todos os artistas…» permitindo a unificação dos programas teóricos e estabelecendo, pela primeira vez, a distinção entre projectos de concepção e de execução; trata-se de uma dicotomia que, separando o que o renascimento associara, tendia a acentuar a ruptura entre noções de beleza e de uso, opondo à imagem pictórica, interpretação global e equivoca da realidade, a imagem gráfica, com mensagem claramente unívoca; assim, se criavam também condições para a reprodução de projectos conceptuais então considerados exemplares, na tratadística que entretanto se ia difundindo na Europa. (Ferrão, p. 78)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Relação entre a História e o Projeto


A criação e a transformação colocam o problema da relação entre o novo (ou nova condição) e o velho (ou velha condição). A verdade é que não existe criação a partir do nada. Quando se transforma, transforma-se algo já existente.

Relação entre a Teoria e a Prática

O exercício da Teoria corresponde à construção de um saber disciplinar transmissível de forma mais rápida, eficaz e generalizável. Em qualquer domínio disciplinar, pode dizer-se que se o exercício da teoria tende a generalizar as matérias e os materiais com que trabalha, o da prática tende a particularizar e tornar singulares as suas respostas. Neste sentido, são ações que apesar de poderem trabalhar sobre a mesma matéria têm sentidos divergentes. A verdade é que nem todas as práticas profissionais se suportam num sofisticado aparelho teórico, como nem todas as práticas teóricas se baseiam afincadamente na reflexão sobre as práticas profissionais.