INTELLIGERE: explicar a evidência, pela representação do invível através do corte vertical em Arquitectura
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
CORTE/SECÇÃO URBANA - Manuel Solà-Morales
Manuel Sola-Morales em
1994 destaca que:
“A secção urbana interessa quando relaciona o projectado com o existente, e valoriza assim a estratificação que a nossa proposta junta à espessura da forma urbana.
Também quando relaciona as diferenças da planta com a força coerente do perfil em alçado, da topografias ou dos factos monumentais da cidade.
Porquê que a identidade vem do corte? Porque a identidade das cidades não é a identidade por freguesia, do pequeno frente ao grande, do local frente ao universal, do autóctone frente ao estrangeiro, do vernáculo frente ao consumista, senão das formas particulares de relacionar as diferenças metropolitanas. E assim não é estranho que os velhos perspectivistas das cidades as tenham desenhado nas suas secções. Fizeram-no os futuristas e os arquitectos do iluminismo, fizeram-no os engenheiros do século XIX e os metabolistas japoneses, fizeram-nos Alvar Aalto, Giuseppe De Finetti, Le Corbusier, Jacob Berend Bakema e Álvaro Siza, para citar só alguns dos intérpretes modernos do intercâmbio de tensão edifício-cidade. Domínio que poucos arquitectos famosos cultivam hoje em dia. Hoje abunda muito o plano: nos projectos e nas ideias.” ( SOLA-MORALES, 1994; p. 179)
Efeito de corte 16 - Rua Álvares Cabral (1895-1940)
A construção da
Rua Álvares Cabral (1895-1940) pode considerar-se pioneira como processo de transformação urbana
e operação imobiliária de iniciativa privada na cidade do Porto. Contudo, a verdade é que esta operação tem como base e experiência as práticas que haviam reforçado as zonas de expansão da cidade há cerca de 100 anos (à data) através da "urbanística de caris
iluminista" almadina, que implementaram um modelo de desenho e
transformação urbana tão genérico como de elevada qualidade e inteligência estratégico-operativa.
Deixando o aprofundamento deste
tema para outros momentos, o que me interessa aqui pôr em
evidência é que o gesto inicial de "corte" na unidade da Quinta
oitocentista potenciou a criação de um espaço-canal, uma rua, que
liga ainda hoje dois lugares referenciáveis (aliás como assim o faziam as travessas almadinas) e incorpora, assim, numa
nova entidade (agora) urbana um conjunto de relações e atividades que lhe dão
esse singular significado na história e funcionamento da cidade.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
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